"Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho.
Porque se um cair, o outro levanta o seu companheiro; mas ai do que estiver só; pois, caindo, não haverá outro que o levante.
Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só, como se aquentará?
E, se alguém prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; e o cordão de três dobras não se quebra tão depressa." (Eclesiastes 4)
Estar junto à outro,
É dividir o peso ao caminharem;
E é em dobro as alegrias,
pois que dois é mais que um! (Madeleine, jan. 2011)
Um excelente texto que reforça essa minha posição:
Postado por Mariana Sanchez Gomes Ferreira, em seu Blog
http://marianaferreirapsico.blogspot.com/2010/08/o-pior-nao-e-amar-sem-ser-amado-mas-ser.html
O pior não é amar sem ser amado, mas ser amado sem saber amar
Relacionamentos amorosos. Tema favorito em terapias, novelas, filmes, livros. Assunto presente em roda de amigos, no intervalo da faculdade, do trabalho, no meio da academia. A gente sabe que é assim e que, lá no fundo, o que a maioria das pessoas quer mesmo é encontrar alguém com quem se possa “viver bem” e ser feliz. A psicanalista Karen Horney já dizia, em 1913, que uma outra necessidade básica inicia quando nos percebemos como indivíduos separados de nossos pais: a carência de amor, de afeto. Segundo Karen, fica-se a vida inteira buscando resolver essa carência, que, por sua vez, só é resolvida quando se é capaz de “dar amor”. Ainda para a psicanalista, o amor que não temos é proporcional ao amor que não damos. No entanto, o que é ser capaz de “dar amor”?
No começo, tudo é muito lindo. O ser humano tem mesmo essa tendência a se entusiasmar com uma novidade, um campo desconhecido, um misto de medo com expectativa, de coragem com total insegurança. Só que a gente sabe que esse “friozinho na barriga” do começo de qualquer relacionamento acaba para todo mundo, e, na minha opinião, é com o que sobra que a gente deve realmente se deslumbrar. É com o dia-a-dia, com um convite descompromissado pra ir ao cinema, com uma ligação de boa noite no meio de uma semana super corrida. Se a gente prestar bastante atenção, vai perceber que é aí que o amor aparece: no nosso cotidiano. Ele vai aparecer em cada momento que o companheirismo se mostrar presente. Ele vai aparecer num sábado a noite qualquer, numa terça-feira pela manhã, numa quinta-feira no meio da tarde, quando a pessoa amada for lembrada por algum motivo banal. O nosso problema é justamente querer sempre mais, quando já se tem tudo.
Se permitir, acho que essa é uma chave importante. Se permitir deixar o orgulho de lado, se permitir perdoar, se permitir se divertir com as pequenas coisas. Se permitir errar, se permitir pedir desculpas. Se permitir ousar de vez em quando, fazer uma surpresa, agradar só por agradar, sem esperar nada em troca. Isso é “dar amor”. Viver um grande amor é completamente possível, no entanto, a dificuldade é não boicotarmos a nós mesmos, deixando que essas pequenas coisas passem em branco, ou, pior, é não perceber que elas aconteceram. É simplesmente não regar o jardim. Termino a postagem com a letra de uma conhecida música dos Paralamas do Sucesso, para refletir: “saber amar, saber deixar alguém te amar”.
sábado, 29 de janeiro de 2011
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