O Sentido da Crise
Na nossa vida, existem momentos e, mesmo longos períodos em que tudo parece não dar certo ou ter chegado ao fim. Somos sacudidos até as profundezas do ser que somos por acontecimentos que nos obrigam a tomar decisões difíceis, ao mesmo tempo em que nossos sentimentos se tornam agitados de tal modo que não sabemos o que fazer.
Surge a CRISE.
A crise é uma tentativa do ID de efetuar mudanças. Se o EGO, a parte da consciência que administra a nossa vontade, obstruir a mudança, a crise acontece para possibilitar uma mudança estrutural.
Nenhum equilíbrio pode ser conseguido sem essa mudança estrutural, porque toda crise é um reajuste, quer se manifeste sob a forma de sofrimentos, dificuldades, transtornos, incertezas, ou insegurança, por passar a adotar maneiras novas e desconhecidas de viver, depois de se desvencilhar de um modo já habitual.
Qualquer que seja a forma pela qual a crise se manifeste, ela procura romper velhas estruturas construídas sobre conclusões falsas, ou ainda podemos relacioná-la à negatividade.
A crise sacode hábitos arraigados, possibilitando um novo foco, crescimento ou modo de vida.
Quanto mais dolorosa a crise, mais o EGO tentará impedi-la.
A crise é necessária porque a negatividade humana estagna o ser humano. A mudança é uma característica essencial da vida.
Somente os que ainda vivem no medo e na negatividade, os que resistem às mudanças, é que a concebem como algo que se deva resistir.
Ao resistir às mudanças, resistimos à vida em si e, assim o sofrimento se fecha sobre nós e nos comprimem ainda mais.
Os seres humanos conseguem ser livres e saudáveis nas áreas em que não resistem à mudança.
A razão de ser do desenvolvimento humano é libertar os potenciais inerentes, que na verdade são infinitos. Entretanto, onde há fixação de atitudes negativas, é impossível realizar esses potenciais.
No caminho para a realização emocional e de vida, você precisa trabalhar intensamente para libertar-se de suas negatividades.
Madeleine
Entenda:
Estrutura e Dinâmica da Personalidade - (De acordo com a teoria psicanalitica)
Id – O id é a fonte da energia psíquica (libido). É de origem orgânica e hereditária. Apresenta a forma de instintos que impulsionam o organismo. Está relacionado a todos os impulsos não civilizados, de tipo animal, que o indivíduo experimenta. . Não tolera tensão. Se o nível de tensão é elevado, age no sentido de descarregá-la. É regido pelo princípio do prazer. Sua função e procurar o prazer e evitar o sofrimento. Localiza-se na zona inconsciente da mente. O Id não conhece a realidade objetiva, a "lei" ética e social, que nos prende perante a determinadas situações devido as conclusões da interpretação alheia. Por isso surge o Ego.
Ego – Significa “eu” em latim. E responsável pelo contato do psiquismo com o mundo objetivo da realidade. O Ego atua de acordo com o princípio da realidade. Estabelece o equilíbrio entre as reinvindicações do Id e as exigências do superego com as do mundo externo. É o componente psicológico da personalidade. As funções básicas do Ego são: a percepção, a memória, os sentimentos e os pensamentos. Localiza-se na zona consciente da mente.
Superego – Atua como censor do Ego. É o representante interno das normas e valores sociais que foram transmitidos pelos pais através do sistema de castigos e recompensas impostos à criança. São nossos conceitos do que é certo e do que é errado. O Superego nos controla e nos pune (através do remorso, do sentimento de culpa) quando fazemos algo errado, e também nos recompensa (sentimos satisfação, orgulho) quando fazemos algo meritório. O Superego procura inibir os impulsos do Id, uma vez que este não conhece a moralidade. É o componente social da personalidade.As principais funções do Superego são: inibir os impulsos do id (principalmente os de natureza agressiva e sexual) e lutar pela perfeição. Localiza-se consciente e pré-consciente.
Pelo Id o empregado deixaria de comparecer ao trabalho num belo dia ensolarado, dedicando-se a uma aprazível atividade de lazer: uma pescaria, um cinema, etc.
O Ego aconselharia prudência e buscaria uma oportunidade adequada para essas atividades.
O Superego diria ser inaceitável faltar com um compromisso assumido, por exemplo, com o supervisor ou colegas de trabalho.
Os três sistemas da personalidade não devem ser considerados como fatores independentes que governam a personalidade. Cada um deles têm suas funções próprias, seus princípios, seus dinamismos, mas atuam um sobre o outro de forma tão estreita que é impossível separar os seus efeitos.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_da_personalidade
domingo, 30 de novembro de 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Um comentário:
É Madeleine, o que sería de mim se não fossem as crises. Nascería Ana Maria e morrería Cecília... Rsrsrsrss. Por isso coragem a todos, já que não há BRILHO sem elas. Meu reconhecimento pelo seu grande trabalho e dedicação. Beijos Ana Maria
Postar um comentário